quarta-feira, 6 de julho de 2011

HIPERATIVIDADE, UM TALENTO MUITAS VEZES DESPERDIÇADO!

         O Transtorno de Déficit de Atenção, mente TDAH ou como é popularmente conhecido como Hiperatividade é caracterizado pela instabilidade na atenção, impulsividade e hiperatividade física ou apenas mental. Na família e na escola, uma criança TDAH não diagnosticada pode ser mal interpretada e ter seus talentos naturais tolhidos ou mesmos desperdiçados.

       Se manifesta ainda na infância, em ambos os sexos, perdurando na maioria dos casos  na vida adulta. Trata-se de um funcionamento mental acelerado, inquieto. Porém,  de grande potencial criativo. Apresenta dificuldade de concentração (desatenção) ou hiper concentração (concentração exagerada), principalmente em atividades de interesse espontâneo (jogos, esportes, atividades artísticas); comportamento impulsivo, ou seja, age depois pensa e velocidade na atividade física (agitação) ou mental. Esses sintomas determinam a mente TDAH, necessitando de diagnóstico precoce e recondução que lhes possibilitem o aproveitamento de suas habilidades naturais.

     E atenção! A hiperatividade física nem sempre se faz presente, o que dificulta muitas vezes o diagnóstico. Nesse caso, a dispersão pode ser o fator preponderante para confirmar a presença de hiperatividade mental,  principalmente se houver casos de hiperativos na família ou se a gravidez da mãe passou por traumas neonatais. Esquecimentos frequentes, impulsos, desorganização,  dispersão (alheiamento, isolamento, distração) e   hiperconcentração (é capaz de ficar o dia inteiro fazendo a mesma coisa) estão sempre presentes no comportamento da criança com o transtorno. Ao observar os citados sintomas procurar imediatamente um especialista para acompanhar o desenvolvimento da criança.

     As crianças TDAH sofrem psicologicamente na família e na escola.  Seu comportamento impulsivo, elétrico ou disperso não é  compreendido. Recebem rótulos desagradáveis (desmioladas, da lua, cri crí, etc).  São consideradas verdadeiras pestinhas, tanto por outras crianças como pelos adultos.

      O cuidado é necessário, porque não acompanhada a criança pode desenvolver outros problemas em consequência da dificuldade na interação social. Na escola, geralmente apresentam problemas de aprendizagem. Pode ser também que a criança possua um outro transtorno,  de sintomas muito parecidos. Por isso o diagnóstico é fundamental.   Sem ajuda, serão adultos com problema de autoestima, confusos, desorganizados e perdidos em seu turbilhão de pensamentos incessantes. Muitos podem numa fuga, recorrer ao uso de drogas na tentativa de fugir de seus conflitos internos, o que significará grandes prejuízos ao seu futuro profissional e pessoal. Porém, o diagnóstico (que se confirma após os sete anos de idade)  só pode ser feito por um profissional habilitado, pois há casos que apresentam apenas  traços de hiperatividade, não sendo hiperativas de fato. Outros casos  melhoram consideravelmente até a  adolescência.


         Há casos também,  em que a criança apresenta alguns dos  sintomas por falta de orientação adequada ou  limites,  não tendo nada a ver com o transtorno, sendo apenas peraltices.


      Confirmado o diagnóstico,  alguns profissionais já utilizam o uso de remédios para melhorar o dia a dia da criança TDAH, muito embora alguns já a  considerem mais como um funcionamento cerebral diferenciado do que propriamente doença, sendo o uso do remédio opcional, dependendo do tipo e grau  de hiperatividade.

       Mas de tudo o que foi dito existe um lado muito bom que pode ser aproveitado! O grande potencial criativo da inteligente mente TDAH. Muitos artistas, intelectuais, cientistas ou mesmo gênios antigos ou da  atualidade,  foram ou são hiperativos  que desenvolveram seus dons com dificuldade, lutando contra o preconceito e a discriminação social.



       Descobrir os talentos de uma criança hiperativa e apoiá-la, torna-se fundamental para o desenvolvimento do seu potencial inteligente e criador, uma de suas características mais marcantes. Amenizando assim as angústias e o sofrimento para a criança e sua família que muitas vezes sente-se aturdida sem saber como lidar com essa realidade. Canalizar os impulsos  dos hiperativos para algo produtivo poderá contribuir para a busca da sua  felicidade e a realização pessoal.

                                                                                         BJOKAS NO CORAÇÃO!

10 comentários:

  1. Assunto sério este.
    Porque muitas vezes um hiperativo sofre por ter sua "doença" não identificada.

    Saber lidar com o problema, o apoio dos pais, acompanhamento médico.. faz toda a diferença.

    Linda postagem..super informativa e importante!
    Bj

    MA

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  2. Roberto Alexandre8 de julho de 2011 21:21

    Olá Maze, perfeito o seu texto, aprendi muito! Parabéns por utilizar este meio de comunicação para trazer assuntos de grande protuberância para a sociedade. Um abraço forte!!!

    robertoalexandreblog.zip.net

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  3. Oi, hoje tem blogagem coletiva do Projeto 10 em 10! 10 fotos em 10 momentos diferentes do seu dia 10. Participe! Bjs e fik c Deus.

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  4. Mazé!! Obrigada pelo post instrutivo e importante, pois mts vezes quem convive com uma criança hiperativa não sabe lidar com ela. Texto para ser repassado inclusive por email. Bjo grande

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  5. Olaaa.. quanto tempo nao te vejo..vim fazer uma visitinha e deixar um beijao a vc...

    fadapri.com.br
    noivapri.zip.net

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  6. Mazé,
    Obrigado por esta postagem tão oportuna, interessante e esclarecedora. É um alerta que pais e educadores deveriam ler. Imagine a quantidade de "pestinhas" que poderiam ser melhor comprendidos, que poderiam ter orientação e, talvez, tratamento adequados, se todos os responsáveis tivessem conhecimento desse assunto.
    Parabéns e um abração.

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  7. Tudo muito interessante por aqui,
    Gostei muito mesmo.
    E te convido para conhecer meu espaço, caso queira dar uma olhada, seguir..;

    http://www.bolgdoano.blogspot.com/

    Muito Obrigada, desde já.

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  8. Mazé, parece q vc complementou o post em relação ao dia que eu li. Seu pedido no blog será realizado logo; hj um pouco inspirada em você, fiz um post diferente, postei sobre o meu “pedacinho do paraíso”. Obrigada pela visita e adorei sua sugestão de post.
    Bjo carinhoso

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  9. Acho que ainda precisa de mais estudo profundo no Hiperatismo foi o que li numa revista americana...Esse problema as vezes é meio complicado. A família é fundamental pra que o tratamento dê ótimos resultados. Querida parabéns pelo texto, muito bom mesmo. Desejo uma ótima semana. Bjs!

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  10. O seu texto, além de muito interessante, é também muito importante e esclarecedor.
    Tenho na minha família uma criança a quem já foi diagnosticada hiperatividade, já tomou medicamento (Concerta), depois houve um médico que lho retirou. Tem sido acompanhada, desde muito pequena, por psicólogos e pedopsiquiatras. Presentemente é acompanhada por um psicólogo e parece estar mais calma.
    São coisas muito demoradas...

    Uma semana feliz. Beijinhos

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