sexta-feira, 18 de maio de 2018

MORGANA FADA - O AMOR DE MINHA MÃE: MEU PAI! - TEXTO 12

O CASAMENTO


     Minha mãe tinha apenas dezessseis anos quando o conheceu. Ele era um rapaz bonito, alto e namorador. Ela conta que ele andava léguas para encontrar-se com uma nova namorada. O cenário da época, eram os seringais do Acre, com suas  festas escassas, as moças nessas festas também. As famílias preservavam suas donzelas pois esperavam encontrar para elas um moço especial, principalmente trabalhador, não podiam expô-las assim para qualquer aventureiro, principalmente nestas festas regadas a muita caçhaça Cocal e batidas. Muitas vezes aconteciam brigas violentas por disputa de uma parceira de dança.  As casadas eram cuidadas por seus maridos, afinal naqueles confins haviam muito mais homens e não podiam correr riscos de perder suas esposas para algum conquistador. Meu pai era um desses, galanteador, fazia sucesso entre as solteiras e até com alguma casada da redondeza, mas com  a minha mãe,  essa muito difícil de conquistar, ele encontrou seu desafio. 


    Minha avó, mulher de personalidade forte e de muitos filhos, claro que desejava casar a filha mais velha. Na época isso era muito comum: os pais arrumarem tudo para o casório das filhas.  Era costume casar as filhas cedo, começando pela primogênita. Ela,  minha avó,  gostara do moço: seringueiro trabalhador, honesto, solteiro. Era um partidão para minha mãe. Não que ela, a minha mãe,  achasse isso. Mas não teve muito tempo para achar nada! Mal piscou, estava noiva. Minha avó combinou tudo com o moço. A ela só teve mesmo o gosto de confirmar. Aceito casar para fazer os gostos de minha mãe! Disse ela.

    Mesmo aceitando o casamento, ela fugia dele e em dois meses que antecederam ao matrimônio, ele roubou-lhe apenas um beijo. Em pouco tempo tudo estava consumado. Minha mãe casada com um homem que ela mal conhecia. Quase um estranho. A casa onde fora morar pequena, mas ela não estava triste. Pelo menos livrou-se de cuidar daquele monte de irmãos e não tinha mais que fazer comida pra aquele montão de gente. Dos males o menor, agora sua responsabilidade era com sua casinha e com seu marido. Muito menos trabalho, sem dúvidas!E o amor? Bem esse viria com o tempo... mas, com o tempo vieram mesmo foram  os filhos...um...dois...três...

ASSINA MORGANA




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 Bjokas no coração, volte outras vezes!
Maze Oliver





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