Que habita a morada do meu ser
Das teias da minha história tecida
E no meu íntimo lateja sem querer.
De onde vem a minha dor?
Dor vivida, velha conhecida
Gerada do infortúnio e do esquecer
Olhada do ângulo que foi só meu
Na solitária testemunha do meu eu.
De onde vem a minha dor?
Que provocou fendas em meu corpo
Ferimentos letais e tão mortais!
Vem de dentro, do íntimo, do âmago.
E a toda hora me chama, pede e grita:
Onde estás? Quem pode me ouvir?
Fazer-me lembrar, então: chorar!
E dessa prisão me libertar.
BJOKAS NO CORAÇÃO!