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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA!


   Educação a distância é uma  forma de aprender  moderna onde a mediação é feita através de variadas  tecnologias. O Ambiente Virtual de aprendizagem se dá via internet. Ambos surgiram da necessidade urgente  de adaptação da escola as novas demandas educativas,  na intenção de acompanhar as transformações da sociedade. Nesta “nova” escola, professor e aprendiz estão separados  fisicamente e  temporalmente, ou seja, não estão fisicamente presentes em uma sala de aula.  
  Existem vários modelos de educação a distância que se diferenciam entre si: Educação on-line, Educação a Distância e E-Learning.  Cada um deles se realiza por diferentes meios. Sendo a educação a distância a mais abrangente e as outras duas citadas mais ligadas a internet.  Os ambientes virtuais de aprendizagem são transmitidos via satélite e os aprendizes acessam  as atividades educativas através de instrumentos modernos.  Diferentes das escolas presenciais, nessa nova forma de ensinar e aprender os alunos e mediadores  se comunicam e interagem entre si indiretamente e todo processo de aprender se dá através de  sites, e-mails, blogs,  ou ainda  televisão, rádio, telefone, fax e outros.
O aluno é sujeito de seu processo de aprender,  ele é livre para pesquisar, consultar, entrevistar, construindo assim seu próprio conhecimento e elegendo a comunidade da qual participará. Este ato demanda novas responsabilidades no ato de estudar, aprender e ensinar e, um novo comportamento de “convivência escolar”.
   Os  sistemas de Educação a Distância e Ambiente Virtual de Aprendizagem  devem ampliar o acesso às camadas sociais menos favorecidas pois uma grande parte da população brasileira  não tem oportunidade e condições de participar desse novo modelo de escola que requer tempo, dinheiro e novos conhecimentos próprios dos instrumentos de mediação. Esses,  ainda são sistemas elitizados de educação. A escola presencial precisa incorporar essa nova forma de ensinar e aprender, implantando programas para diminuir a distância entre o povo e estes novos sistemas de ensino.

sábado, 6 de outubro de 2012

VOTA, MAS LUTA, MEU POVO!

Amanhã acontece mais um pleito eleitoral.Vamos eleger os prefeitos e vereadores dos municípios brasileiros. Exercer nosso papel de cidadão e escolher a pessoa que irá junto com seu grupo governar o município. Mas vamos votar com cuidado! Por que depois da eleição tudo volta ao normal. Para não voltarmos a viver de pão e circo. Mas será que o povo realmente exerce sua cidadania e elege mesmo seus candidatos? Todo o poder emana do povo?



Muita gente acredita nisso,  que todo poder emana do povo! Refletindo sobre isto consegue-se vislumbrar que é realmente uma pena, mas o nosso povo ainda não percebe o grande poder que tem nas mãos. O poder de fazer mudanças radicais na política brasileira. O poder de mudar a cara das cidades. Mas quem é que manda mesmo então?! Quem manda mesmo ainda,  são os grandes grupos que financiam as campanhas "publicitárias" de seus candidatos,  para que estes depois de eleitos facilitem  grandes negócios para suas empresas. Na verdade nós povo, apenas referendamos  os candidatos destes grupos, que já veem com muita competência preparados e prontos para ganhar o pleito. Muitos até com discursos e frases de efeito prontos e decorados para iludir o eleitor. O que vemos do outro lado?  Um povo desiludido, cada vez mais calado, votando por votar ou por obrigação! Não temos saida então?!...



Nossa saída seria quebrar a política dos grandes grupos. Será que isto é possível? Talvez!... É não cair na lábia do discurso,  fiscalizar, observar a prática dos políticos: desde a compra do pão na padaria da esquina (quem não honra um pequeno compromisso, também não honra um maior), identificar os grupos que mentem para o povo e que não cumprem suas promessas. Isso é fácil?... Não!  É aí que nós os professores,  temos um importante papel pois estamos nas periferias junto ao povo e temos uma grande arma na mão, a educação. Através dela,  poderemos instrumentalizar nossas crianças e pais com o conhecimento,  para serem cidadãos críticos e competentes. Sei também que não é uma tarefa fácil, porque dentro da escola concorremos com a droga, a violência e outras dificuldades.  Mas é preciso querer, é preciso ter com meta: um país com mais qualidade de vida! Para tal,  precisamos de uma  uma política limpa!  Devemos lutar! Cada um com o que dispõe!  Pela real democracia deste pais! Quando a maioria tiver as mesmas condições para decidir,  quando o povo votar mais consciente de seu poder,  talvez então teremos um Brasil melhor!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

DIA DA AMAZÔNIA, SALVE O VERDE!

Hoje dia 05 de Setembro comemoramos no Brasil, o Dia da Amazônia. Região brasileira que abriga a maior floresta tropical do planeta. Nós povo do Acre,  habitamos na Amazônia, no coração da mata. Nosso estado nasceu às margens do  barranco do Rio Acre, num tempo em que vir para este lugar ou qualquer parte da  grande floresta, era sinônimo de coragem e aventura para os que ficavam e sonho de fazer  riqueza e prosperidade  para os retirantes. Fazendo um retrospecto: o que mudou e o que podemos comemorar?



Em relação a imigração até hoje não mudou muito, são inúmeras as pessoas que vem morar na Amazônia em busca de trabalho, sustento para a família e sonho de ganhar muito dinheiro. No Acre também não é diferente. Terra bastante hospitaleira recebe muitos imigrantes de outros estados do Brasil, o tempo inteiro. Nossa raça amazônica é uma bela  miscigenação, uma mistura de cores! E no Acre, dizem: Quem bebe água do rio, fica para sempre!

E por falar em rio, o Rio Acre antigamente era sempre cheio. Porém as florestas que antes protegiam suas nascentes foram desmatadas causando a diminuição da água a cada ano. A derrubada da mata ciliar que protegia também  suas margens e a falta de cuidados com a limpeza das águas tem causado assoreamento e poluição. A questão do rio hoje é preocupação de ambientalistas, pesquisadores, professores e de outros grupos de  pessoas comprometidas com a sobrevida de suas águas.

Rio Acre  / Setembro / 2012 / Por Maze Oliver

                "O rio é uma lágrima que nasce no coração." (Claudemir Mesquita)

As cidades cresceram,  mais o povo ainda continua alegre e sossegado,  gosta de contar causos e histórias. Os saudosos e inúmeros seringais amazônidas e acrianos, que se extinguiram pela força do êxodo rural, deixaram como herança mitos e  lendas como:  Mapinguari,  Curupira, Boto Cor de Rosa, Matinta Pereira, Rasga Mortalha e muitos outros.

O clima anos atrás,  era muito agradável e friozinho à noite, pelo menos no Acre. Devido o forte desmatamento,  mudou. Ficou quente e nos meses de agosto, setembro e até meados de outubro parece mais uma estufa, ou fornalha, como preferir. Os mais abastados salvam-se do calor, no ar condicionado e enfrentam o impacto da mudança brusca de temperatura, quando saem à rua. Os humildes, se refrescam tomando banhos nos rios, igarapés e córregos. Nos meses de chuva, a água inunda as cidades e um percentual da população fica sem teto. Mas nem toda esta adversidade os fazem perder a alegria, o bom humor e a esperança de dias melhores.

A vida urbana era pacata e tranquila, as famílias reuniam-se nas calçadas à noite para contar causos e histórias. Hoje enfrentam uma rotina cansativa e desenfreada, a violência já se igualha às metrópolis grandes. Nas cidades da Amazônia e no Acre,  já existem assaltos à mão armada e sequestros. O Trânsito ruím e o engarrafamento já estão presentes atrapalhando a rotina e os compromissos sociais.

O que podemos comemorar no dia de hoje? Podemos saudar o nosso povo sempre guerreiro, esperançoso e alegre que continua a lutar por melhores dias. Podemos saudar o nosso belo verde, (mesmo que devastado) mas que ainda é uma das maiores riquezas do país. Podemos saudar a  fauna e a flora,   que se constituem  numa biodiversidade que atrai pesquisadores, turistas e curiosos do mundo inteiro.



Alunos da Escola Ilka Maria em passeata pela Amazônia.


Podemos aproveitar a data, que será lembrada no mundo e  pedir  proteção para nossas florestas, evitando o desmate e a queimada ilegal. O reflorestamento das áreas desvastadas nas nascentes e márgens dos rios e  evitar sua poluição. Podemos pedir também mais rigor na punição para os que desrespeitam as leis ambientais. Não estaremos pedindo demais, pois se assim o fazemos é para resguardar a vida. Defender o oxigênio que respiramos e aumentar anos de vida para todos. E enquanto não tombar a última árvore, estaremos gritando. Portanto,  mais respeito com as nossas vidas! Afinal,  somos brasileiros e como tais,  não desistimos nunca!

sábado, 23 de junho de 2012

O ENSINO DA ARTE

         Arte é conhecimento e livre expressão do sujeito. No Brasil,   ensinar arte é ainda um grande  desafio. E isso já vem de longe. O Ensino de Arte  vem sofrendo alterações em seus objetivos ao longo de sua  história.


         Durante muito tempo a  disciplina esteve voltada em educar para o lar, como preparação para exercer papéis na família, com atividades de  desenho, canto e trabalhos manuais. Tempos depois da evolução da Escola Nova e Tecnicista,  passou a se chamar Educação Artística e voltou-se para o ensino de técnicas específicas e quase foi excluída do currículo escolar. Somente nos anos 80,  é que  o reflexo do  Movimento Modernista influenciou o rompimento das técnicas acadêmicas e trouxe um  novo olhar  para o ensino da Arte.

        Porém,  romper com o velho e incorporar o novo não é assim tão fácil, na verdade atualmente não são muitos,  os professores que veem esse ensino como importante para o desenvolvimento do aluno.  Os que se interessam utilizam as atividades  da disciplina Arte como recreação, passatempo,  relaxamento,  ou pior ainda como apêndice de apoio  ao desenvolver projetos de outras disciplinas. E o mais grave, quando a escola possui um bom professor de Arte, esse é logo requisitado para trabalhos de ornamentação, organização de eventos, coordenação de projetos ou produção manual de material de apoio, deixando sua principal função a desejar ou em segundo plano.

         Ensinar Arte de fato exige estudo, planejamento e avaliação do trabalho. Mas não tratemos de apontar culpados. E sim refletirmos sobre o contexto do problema. O fato do professor não valorizar esse ensino se deve a falta de formação. Nos cursos de professores a carga horária é sempre mínima quando se trata desse eixo do conhecimento

         Na escola  as atividades de artes plásticas  realizadas com  maior frequência são o desenho temático no apoio de projetos interdisciplinares ou datas comemorativas,  a colagem e  a pintura com lápis de cor, de cera e eventualmente com  tinta guache. O desenho livre vem sendo timidamente  incentivado ultimamente. O teatro e a dança são trabalhados  somente  para as datas comemorativas. A música somente ouvir ou cantar,  quando muito. Outras artes, como o cinema,  a fotografia e a escultura são raras. Geralmente  ficam esquecidas,  mesmo nas Escolas de Ensino Médio, onde  fazem parte da currículo. São pouquíssimos  os professores que oportunizam seus alunos a se expressarem por meio dessas  linguagens. 

          Os desenhos dos adultos jovens  de hoje, em sua maioria estereotipados,   denunciam a falta de acesso a esse conhecimento que a escola não proporcionou. Os professores reagem dizendo que precisam ensinar a “ler,  escrever  e contar” por causa dos testes nacionais e estaduais. Ou que precisam dar conta de seus conteúdos para não descerem nas estatísticas. Não conseguem perceber que o desenvolvimento artístico de um aluno, além de desenvolver sua autoestima, “abre as portas” e desenvolvem a  inteligência para outros conhecimentos. No geral, na Educação Infantil esse processo acontece um pouco  melhor, pois de certa forma o professor sente-se mais livre para experimentar o processo criador do aluno. 

       Nas últimas formações de professores  no Acre,  tem-se  discutido a necessidade de  trabalhar os artistas de reconhecimento social  na escola, utilizando a metodologia triangular,  técnica de Ana Mae, em três etapas: Apresentação e estudo das obras, contextualização e só então a criação pelo aluno a partir da obra do artista. “É preciso dar um novo sentido ao  ensino de Arte. As atividades devem instigar a autonomia dos alunos e os critérios de avaliação atuais  repensados, pois não existe uma maneira certa de fazer arte.”  Diz Tatiana Fecchio, Professora e  Dra. em Arte pela UNICAMP.  O potencial criador do aluno não deve ser limitado. Suas produções devem ser expostas à comunidade escolar e aos pais em feiras,  exposições, reuniões  ou outros eventos, para serem apreciadas. 



Trabalhos de Arte (acima)  dos Coordenadores Pedagógicos  no  Curso de Formação de Professores – Acre 2011.  Ministrado pela Dra.  da UNICAMP –  Professora  Dra. Tatiana  Fecchio – foto abaixo.



          Devemos então,   a partir de outros parâmetros construir um novo caminho para esse ensino,  cedendo vez ao artista que se percebe no mundo enquanto sujeito e se expressa como tal, através de sua arte. Onde o “Está bonito” não tenha vez e o que mais importe seja o processo criador. O papel do professor é garantir o respeito ao fazer  artístico do aluno,  durante o seu  desenvolvimento. E viva a arte!