CONTEÚDO DESTE BLOG
sábado, 21 de fevereiro de 2026
domingo, 12 de outubro de 2025
UMA HISTÓRIA REAL
A HISTÓRIA DE MINHA AVÓ
Por Maze Oliver
Minha avó Maria veio do Nordeste muito jovem. Naquela época, as mulheres casavam muito cedo e muitas vezes com uniões arranjadas pela família. Minha mãe contou-me que minha avó Maria nem pode se despedir dos seus pais, porque seu marido, o Sr. Antônio, não deixou. Estava muito apressado para embarcar na viagem que o traria ao Acre. Ele, o marido, sonhava em ganhar muito dinheiro como seringueiro, pois havia muita propaganda do governo brasileiro, sobre esse fato. Minha avó trouxe com ela apenas seus dois filhos pequenos e algumas roupas na bagagem.
Na viagem de navio, antes de chegar nas terras do Acre, seus dois filhos morreram de doença desconhecida e minha avó viveu a triste tragédia de ver seus corpinhos jogados na água, esse foi o “enterro” de seus rebentos amados. Assim, chegou desnorteada e chorando às terras acreanas.
Meu avô foi trabalhar de seringueiro, uma aventura pelas matas, conhecendo feras e as belezas naturais. Seu grande sonho de ficar rico com a extração da borracha e voltar para o nordeste não aconteceu. Ele e minha avó tiveram muitos outros filhos, mas não vingavam, morriam antes de nascer. Meu pai foi o grande sortudo que conseguiu nascer vivo, após uma promessa de minha avó Maria, a São Raimundo. O nome do seu terceiro filho, que nasceu vivo, Raimundo, foi em homenagem ao santo milagreiro. Meu avô Antônio não durou muito e sucumbiu diante da malária recorrente que contraiu, que é uma febre mortal muito comum da mata amazônica; acontecimento fatídico que deixou minha avó sozinha, com o pequenino Raimundo para sustentar.
Dona Maria, sentiu muita solidão e tristeza após a morte seu marido. Sozinha com uma criança naquele 'fim de mundo'. Não era isso que sonhara para sua vida. Os dias eram longos e as noites intermináveis. Sem contar o medo das feras da mata que a assombravam nas noites escuras. Logo, ela arranjou um trabalho em um roçado vizinho. Pelo menos tinha o que fazer para não pensar nas mudanças da vida, senão enlouquecia. O menino, Raimundo levava com ela para os roçados.
Mas uma mulher nova e viúva não ficava muito tempo solteira por aquelas bandas, naquela época. Logo minha avó casou com outro seringueiro, também viúvo e com três filhos, ainda pequenos. Ela achou que teria uma nova chance de ser feliz. Porém, seu novo marido não foi tão bom para o seu filho, que com quatorze anos saiu de casa por não suportar sua vida naquela nova família. Minha avó ficou novamente muito triste com o ocorrido.
Raimundo jurou que venceria na vida e buscaria sua mãe para morar com ele. Ele não ficou rico, mas depois de alguns anos casou-se e cumpriu sua promessa. Trouxe minha avó, Maria Coleta, para morar com ele. E assim Maria pode ter alguns anos de vida tranquila nas colônias do Acre trabalhando e mimando a única neta que conheceu, Eu!
Ela brincava comigo, me contava histórias e mais histórias e dizia-me que estava feliz. Minha irmã nasceu anos depois, e minha avó faleceu naquele mesmo ano. Ter uma bebezinha na família, acalentou muito meu coração.
Se você gostou, comente e compartilhe com outros amantes dessas histórias da vida real. Obrigada pela leitura!
sábado, 19 de julho de 2025
DICAS: COMO AVANÇAR A ALFABETIZAÇÃO DAS CRIANÇAS
![]() |
| LIVRO INFANTIL COM LETRAS BASTÃO |
COMO AJUDAR NA ALFABETIZAÇÃO DAS CRIANÇAS? (texto reeditado)
Na época da Pandemia (Covid-19) as dificuldades de alfabetização das crianças foram redobradas. Em alguns lugares do Brasil as aulas alternaram entre presencial e online. Naquela nova realidade, algumas famílias ficaram perdidas em como ajudar e o prejuízo foi totalmente das crianças. Hoje, a pandemia passou, porém ficaram sequelas na leitura das crianças, e ainda, mesmo para a alfabetização das que nasceram depois, os pais continuaram enfrentando dificuldades para ajudar os filhos nessa fase da escola. Isso é normal, pois afinal não são os especialistas, eles tem outras habilidades, outras profissões.
Aqui vão algumas dicas para ajudar. Você pode avançar a alfabetização da sua criança com algumas atividades simples: manuseio de livros infantis, brincadeira livre com um alfabeto móvel (com letras maiúsculas), papel e lápis para tentativas de escrita, pintar, desenhar e "escrever" à vontade o próprio nome, os nomes de pessoas da família, nome dos amiguinhos, nomes dos brinquedos, nome dos animais da casa ou da família (se houver), etc. Essas atividades apesar de parecerem simples, vão ajudar a desenvolver o processo de alfabetização da criança, que passa por várias etapas inevitavelmente, antes de se consolidar.
Apesar de hoje a Pedagogia não orientar o uso do celular para crianças; caso a família pretenda manter o uso, a criança pode brincar ou jogar em aplicativos de alfabetização, com joguinhos de letras, palavras e outros. Lembre-se que a criança precisa aprender o alfabeto maiúsculo primeiro e assim que tiver o domínio dele, será o momento de apresentar outras formas de escrever as letras. Para isso, a família pode contar com músicas, quadrinhas, jogos, brinquedos que ajudarão muito a avançar os níveis, nesse processo de domínio do alfabeto. A leitura de palavras ou livros infantis (com ajuda), desenho livre, brincar de ler história para outra criança e brincar de escrever, utilizando brincadeiras como a Forca, Adedônia, e outras, também ajudarão bastante nas etapas da alfabetização. Se a criança já lê um pouco, é indicado a leitura de livros com letras bastão (letra maiúscula), para facilitar a compreensão e identificação (do formato) do alfabeto e facilitar a decodificação da escrita pela criança. Porém, pode apresentar livros com outras formas de escrita para que a criança vá se familiarizando com outros tipos de letras.
Todo o aprendizado de forma lúdica será bem-vindo e aceito pela criança.
Uma oportunidade de compartilhar bons momentos com os filhos pequenos e que ficarão inesquecíveis
na memória de todos os participantes. Estas dicas pedagógicas também servem
para reforço, caso esteja tudo normal no processo de alfabetização e a criança já esteja ou não alfabetizada. Muito aprendizado e ótimas
brincadeiras!
Vale lembrar que as dicas para o público adulto são as mesmas, o que mudará será apenas o universo contextual. Todas as sugestões de atividades deverão ser adequadas à realidade do adulto.
Se você gostou, pode comentar aqui e compartilhar. Obrigada!
Maze Oliver
Orientadora Educacional, Pedagoga e Psicanalista Clínica.


