POETAS DO ACRE


Esta página  denominada POETAS DO ACRE, contém poemas de amigos  acreanos, parceiros de caminhada literária.Sejam bem-vindos!




 CÉLIA DE PAULA


Célia de Paula, acreana de Tarauacá - município acreano, domiciliada na cidade de Rio Branco. Escreve poesias desde a adolescência, faz delas seu amuleto e âncora de prazer. Sente-se feliz em ver que o que escreve tem agradado aos leitores de um modo geral, o que a entusiasma a continuar. Já escreveu mais de trinta livros. Muitos deles disponíveis no site latino-americano clube dos autores. Aqui apenas uma pequenina mostra do seu trabalho.


A CHUVA

Gosto de ver pingos de chuva acelerados
Trazendo ao arrebol uma harmonia bela
Eu fico a apreciá-la do vidro da janela
E os versos fluem desgovernados!

Gosto de vê-la aguar meu pensamento
Dispersando poemas soltos pelo ar
Feito folhagem que esvoaça com o vento
Lindos versos na mente vêm pairar.

Gosto de ver a chuva no cimo da soleira
Devagarzinho, esvaindo qual fosse poeira
E toda terra eventualmente vem regar!

Com seu pingar minha roseira fica florida
Que seja a chuva abençoada e bem vinda
E venha ela toda a natureza restaurar!





CLAUDIO BRITO
Antonio Claudio Brito do Nascimento, nasceu em Tarauacá -Acre em 26 de Abril de 1975. Filho de Dona Socorro Brito, professora e de Chico Chagas, seringueiro. Frequentou educação básica no ensino público e cursou Letras / Português pela Universidade Federal do Acre. È professor e acredita que a educação é o maior suporte do desenvolvimento humano.

VIDAS 

Vidas objetos
Tornadas dejetos
Em correntes lamaçais
Vítimas de engodos
 De ganas capitais.

Ecos de Mariana
Num Brasil que sofre e ama
E sequer tem o direito 
De acender castiçais.

Candelabros de injustiças
Com chamas que banalizam
Em manchetes de jornais.

Finda-se a aurora da vida
Sonhos, saltos, sorrisos
Perdidos no vale da morte
Mascarado em vales de sorte
Em propagandas e anais.

Vale o tesouro encontrado?
Por ferro se Vale a vida?
Pergunte-se a Brumadinho
Pergunte-se às suas bacias
Até mesmo aos animais:
Uma rica fauna que chora
De mãos dadas com a flora
Sem poder dizer até mais.

Pergunte-se às vidas ceifadas
Às famílias desterradas
Às vozess silenciadas
Que no vale do rio antes doce
Sorriam à toa que fosse
Mas hoje não Vale mais.
Sem mais




LIDIA XAVIER

Lídia Maria Xavier Santana é natural de Rio Branco - Estado do Acre, tem 17 anos. Atualmente estuda o terceiro ano do Ensino Médio  e mora com a mãe e a irmã. Gosta de escrever poesia e considera essa a sua melhor forma de expressão. É membro da Sociedade Literária Acreana desde sua fundação,  da qual participa acompanhada e estimulada por sua família.

IGNORÂNCIA DE SER
Por Lídia Xavier

Perguntei-me quem eu sou
E ao tentar me entender, me desentendi 
Minha convivência deveria ser óbvia
Mas ao tentar me entender, eu me perdi

Entrei em profunda ignorância, na ânsia de me reconhecer
Talvez eu fosse as minhas vontades, ou minhas atitudes
Em seguida, seria eu minhas virtudes?
Depois de um ato de reflexão, penso que tudo é uma parte

Eu seria meus pensamentos, dos aceitáveis aos condenáveis
Que envolveria minhas atitudes, das mais belas as odiáveis 
Seria a aceitação, das minhas diversas versões

Percebo que sou muito, mas, só as vezes
Às vezes, eu sou só às vezes 
Me fujo, e me acho de outra forma
Pois ao tentar me entender
Me refaço.

 
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ALESSANDRO GONDIM


ALESSANDRO GONDIM DA FROTA, natural de Rio Branco, poeta, bacharel em Teologia, e formando em filosofia pela Universidade Federal do Acre. Estreou na poesia com o livro HOMENS E DEUSES (2017). E agora lança a sua segunda obra, O DRAMA DE SÍSIFO (2018), também de poesia. O poeta integra, também, a Sociedade Literária Acreana, movimento literário, artístico e cultural, composto por vários escritores e artistas acreanos. Sua poesia, embebida em fontes filosóficas, é marcada, sobretudo, pelo senso crítico, social e existencial. 


VIOLÊNCIA ESTATAL 
Por Alessandro Gondim da Frota

O coração sangra 
nas mãos calejadas 
Os jornais vestem 
os corpos Vilipendiados 
A violência veste 
os corpos na rua 
A paz é uma vestimenta  
cara demais 

Violência estatal 
Violência animal 
Intolerância visceral 
Intolerância espiral 

A violência veste de lucros 
os canibais sociais 
Estupidamente estupra a mente 
Paulatinamente estripa a alma social 
Sorrateiramente insere caos 




FÁTIMA CORDEIRO 

Fátima Cordeiro é natural de Rio Branco AC, BRASIL-Nascida no dia 05 de setembro de 1970.Filha de José Arruda Cordeiro e Antônia Valdira Mendes Cordeiro. Possui licenciatura em Pedagogia pela Universidade Federal do Acre e atua na Educação Estadual desde 1990.É bacharel em Teologia pela Diocese de Rio Branco. Possui nível superior incompleto em Artes Visuais pela FAAO-Faculdade da Amazônia Ocidental. Pós graduada em Pedagogia Social e Elaboração de Projetos sistema EAD pela Universidade Cândido Mendes/UCAM.Gosta de realizar performances cênicas como incentivo à leitura. Atuou em diversos filmes e peças teatrais em Rio Branco, obtendo o prêmio Melhor atriz e Melhor roteiro no 8º festival Acreano de Cinema(2007). Recebeu Honra ao mérito Amiga da Cultura pela Academia Juvenil Acreana de Letras(2015) Autora do livro Sementes de Mostarda lançado em 2016 pela Ed. Sanches. Tem participação nas antologias Poetas no Divã(2016), As faces da Morte (2017) e Além das Palavras(2018), Antologia Síndromes Contos psicológicos Ed Illuminare (2018). É membro da Sociedade Literária Acreana-SLA


                                                                                    
POR ENGANO
Fátima Cordeiro

Tua ausência
É a presença
Que me falta.
Tens a essência
Da minha alma.
Sussurro...
Fingindo que te amo.
A noite assombra-se
Com o meu grito.            .
Ouço o teu cheiro
Invadir-me
Sem respeito.
Vejo a tua música predileta
Me tocar,
Tua língua me roçando
Buscando um beijo,
Por engano...   



JEFFERSON HENRIQUE


Jefferson Henrique Cidreira é professor, escritor, membro da Sociedade Literária Acreana- SLA, é graduado em História, Mestre em Linguagem e Identidade, ambas pela Universidade Federal do Acre- UFAC. Atualmente é discente do doutorado em Território e Sociedade na Pan-Amazônia pela Universidade Federal de Rondônia- UNIR. 



ENCONTRANDO A SI MESMA 
Por Jefferson Henrique

Chorar não é sinônimo de fraqueza 
E o esvair da dor e da solidão 
É preparar-se para novas batalhas 
É humanizar-se, preencher o coração 

Cada escolha é um abrir de mãos 
Fechar a porta, seguir caminho 
Enfrentar as consequências 
Por os pés no chão 

É saber de todos os desafios 
Dos espinhos, das lágrimas que cairão  
Contudo, mesmo sangrando 
É ter certeza que elas não te consumirão 

É enfrentar a si mesma
É enfrentar a ilusão 
De que sem ele não viveria 
É saber sangrar e ter a confiança que esses dias passarão 

Que o para sempre nem sempre é verdadeiro 
Nem sempre é o melhor para sua alma, coração 
Se se findou, então era questão de tempo 
Não era o momento, hoje é dispersão 

Recarregue-se, não desanime 
Esta é a estrada onde acharás teu medo, tuas incertezas, dor, esperança, amor, seu coração 
Encararás a si mesma, deserto, dor, desilusão 
E finalmente quando se achares desse manto de perdição, encontrarás a saída, fortalecida, Serás tu mesma a brisa e o furacão. 

(JHC, 26.12.18, Rio Branco- AC) 



2 comentários:

  1. Boa tarde minha nobre confreira Maze Oliver! Fiqquei maravilhada em ter um poema meu em seu Blog. Li as poesias dos meus confrades e confreiras, achei uma melhor que a outra. É muito satisfatório ver em nosso estado, tantos talentos desabrochando e nutrindo o gosto por esta magnífica arte de escrever. Parabéns pelo lindo Blog. Obrigada!

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  2. Obrigada Célia de Paula, Volte outras vezes

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