sábado, 27 de outubro de 2018

BRASIL ELEIÇÕES 2018 - POLÍTICA

  VÉSPERAS DE ELEIÇÕES

       Às vésperas da eleição presidencial no Brasil, sinto-me compelida a escrever,  pois para mim é inadmissível ficar calada diante do quadro que hora vivemos. Muitos anos esquerdista, amante da bandeira socialista, defensora das teorias marxistas, me vejo fora do ninho, percebo-me como um peixe fora d'água, um passarinho que caiu do ninho, um cego no escuro:  foram embora os meus sonhos, o que vejo diante dos meus olhos é uma verdadeira tragédia social: a destruição da família, o crescimento da violência e o surgimento do caos coletivo.

     No início da minha vida adulta, quase adolescente aos dezoito anos, conheci pessoas de esquerda, (amigos e professores) ainda na universidade, que  influenciavam e faziam acreditar nas teorias marxistas e  assim como eu, milhões de jovens que sonhavam com a liberdade e a justiça social, lutaram e defenderam partidos de esquerda que nasceram prometendo solidariedade, divisão de bens e comunidade igualitária, numa época de ditadura militar. Só que o sonho virou um pesadelo.

      Na atualidade, para minha infelicidade e de muitos jovens  da época que embalaram-se nessas ideias, foram mortas nossas esperanças ao ver pouco a pouco as famílias deteriorando-se e seus filhos sendo jogados ao vento, sem perspectivas, acolhidos pelo crime organizado ou pela ilusão das drogas. Vinte anos depois, o caos instalou-se no nosso país. Nossa cidadezinha antes pacata, é hoje a capital mais violenta do Brasil, fruto de políticas ineficientes  e segurança de fronteiras, com alto índice de assassinatos, tráfico de drogas e insegurança social. O pavor tomou conta das pessoas de bem que tentam se defender trancando-se em suas residências com cerca elétrica. Os bairros periféricos tem toque de recolher e os que se arriscam a entrar nas periferias à noite, pagam um preço caro por tamanha "audácia."
      O Estado está inchado por excesso de funcionários (quase única fonte de renda) e sua folha de pagamento corre o risco de não ser contemplada. Funcionários do alto escalão ganham rios de dinheiro em detrimento do funcionalismo comum com seus salários minguados e rechaçados pela inflação. Falta atendimento de saúde a contento às pessoas de periferia que morrem nas filas ou nas macas de hospitais enquanto aguardam por  um atendimento médico de qualidade. O sonho transformou-se em tragédia coletiva! E essa realidade espalhou-se pelo Brasil.

   O que fazer diante de tal constatação? Arrisco-me então a escolher o caminho contrário! De um lado o partido que está no poder e de outro um candidato de um partido pequeno, que está se fazendo grande, porém de direita, que defende o capitalismo, tão batido e condenado pelos esquerdistas. Por que uma mudança tão radical? Não vejo outra saída! Ou faço opção por mudança ou apoio tudo que está acontecendo e dou vivas a continuidade desse plano macabro que é a ilusão do socialismo. Devo citar aqui um conteúdo de Demerval Saviani, utilizando-me do veneno que me alimentou na universidade; colocando-o  agora apontando-o para o outro lado: utilizar a teoria da curvatura da vara para explicar essa vontade de mudança tão avassaladora na minha vida e na vida de milhões de pessoas do meu país. Quem sabe assim poderemos voltar ao equilíbrio ou quebrar de vez! Olhando pelo lado do dominado a luta pela hegemonia nos indica o processo inverso: "Trata-se de desarticular dos interesses dominantes aqueles elementos que estão articulados em torno deles, mas não são inerentes à ideologia dominante e rearticulá-los em torno dos interesses dominados" (Saviani, 1980: 10-11). Assim escreveu Saviani a respeito da implantação da Escola Nova e de seus interesses aburguesados. Faço então a seguinte analogia a partir do meu aprendizado. Hoje a burguesia é a esquerda! Por isso a teoria tem que ser usada em sentido contrário. Conseguiu perceber?

Maze Oliver
26 de Outubro de 2018

 





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  Maze Oliver / Bjokas no coração!

     
     

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

LEITURA E ESCRITA, INSTRUMENTO DE CIDADANIA!

  Texto republicado

 O processo de aquisição da leitura e da escrita  na escola se constitui como importante instrumento de acesso à cidadania das crianças da periferia. Muitas vezes,  a única oportunidade de transposição de classe social.

   A experiência nos confere afirmar  que as crianças mais pobres enfrentam mais dificuldades para o aprendizado da leitura e da escrita na escola. Um dos motivos é a falta de acesso ao mundo letrado que  atrasa o processo de alfabetização da criança. Quem chega com mais experiência,  sai na frente!   Os pais trabalham o dia inteiro ou não possuem a cultura da leitura. As famílias além de não terem  o hábito de ler, não dispõem de livros, revistas, jornais ou outras fontes de leitura. 

   Muitas vezes, a  fonte privilegiada de informação é a televisão, com contéudo não selecionado,  que atrapalha mais do  que ajuda na educação das crianças.

   Assim sendo, a escola acaba por ser  a oportunidade real de contato com um dos códigos de comunicação,   a leitura e a escrita, importante aquisição para o exercício da cidadania na vida adulta.  Pois instrumentalizadas, pelo código escrito, poderão participar de forma ativa da vida política, social e cultural de sua comunidade, cidade ou país. 
Alunos do Ensino Fundamental do Acre
      
        








   



    Porém,  decifrar  o código somente,  não basta,  precisamos ensinar a  ler as entrelinhas,  o conteúdo que muitas vezes se encontra oculto nos textos. Uma simples histórinha ensina muitas vezes de forma não evidente,  valores, princípios ou conceitos antiquados, carregados de preconceitos.  A escola precisa estar atenta ao que está lendo para suas crianças. Histórias, músicas e  poemas   precisam ser analisados antes de irem para as rotinas didáticas, se é que queremos fazer uma educação diferente. Se não puder trocar,  pode-se fazer a discussão crítica dos textos, com os alunos.


   Uma boa aquisição da leitura e da escrita pode mudar a vida de uma criança. Gostar de ler e de escrever pode ser um refúgio ou uma forma de conhecer o mundo,  sem  mesmo sair da pobreza em que vivem. O mundo fantástico dos variados gêneros textuais, através  das histórias, lendas, contos, crônicas, notícias,  e informações variadas  enfeitarão a vida dessas crianças. Darão fantasia e entusiasmo,  com muitos momentos inesquecíveis de felicidade.  Podendo se constituir no futuro,  um dos  meios de melhorar a qualidade de vida  desses alunos,  através da ascensão social, de uma  forma muito digna.


   Mas,  para que isso se efetue na prática, nós educadores precisamos estudar mais, encontrar novas formas e caminhos para fazer as crianças gostarem de aprender. Evitar as formas mecânicas de ensinar, dar um sentido afetivo a leitura e a escrita na escola. É necessário embarcar na fantasia das crianças. "Pertencer" a esse mundo infantil, "ser criança",  junto com elas, por algumas horas do dia. Desprender-se um pouco da hierarquia de ser professor. 

    Rosa Maria  Torres educadora, linguista, jornalista, ativista social e consultora internacional sobre educação escreveu em seu blog:

http://otra-educacion.blogspot.com.br/2014/12/leer-por-el-gusto-de-leer-la-clave.html

 "Não se trata apenas de ensinar e aprender a ler. Este é ler. E ler com facilidade. 
"Este não é apenas para ler. É também sobre a escrita. E eu faço, também, de bom grado. 
"Para ensinar a ler não só tem que saber ler e aprender a ensinar a ler; você tem que ler.  
"Para ensinar a escrever não só tem que saber escrever e saber ensinar a escrever; você deve escrever.
"Este não é apenas ensinar a ler, mas motivar para a leitura e para criar condições para a leitura independente. "

   E como os pais devem ser parceiros no  processo educativo,  precisamos convidá-los a participar.  Tenho dito a eles: leiam  histórias para seus filhos; perguntem como foi o dia  na escola; brinquem de escola com eles; peçam que sejam seu professor por alguns minutos; tirem pelo menos meia ou uma hora diária  para isso. Você não estará perdendo tempo,  mas ajudando seu filho para a vida toda com esse gesto. 

 Devemos ajudar os pais a compreenderem sua importante tarefa nessa jornada. Mas para isso, é importante também o professor gostar de ler e de escrever,  para poder incentivar os pais e os seus alunos nas atividades do processo de aquisição da leitura e da escrita e principalmente, no gosto por fazê-lo.

Fácil?!... Não! Para a escola pública da periferia é um grande desafio. Existem também outros fatores que também contribuem para o fracasso dessa competência. Mas aí já seria um outro texto!

As crianças agradecem!
   No entanto,  se houver esforço, saberemos que nossas vidas  não foram em vão, que viemos aqui contribuir para um mundo melhor e mais justo.




                            Maze Oliver   /   Bjokas no coração!

      

sexta-feira, 25 de maio de 2018

O QUE É ISSO QUE EU ESTOU SENTINDO?



DIAS MELANCÓLICOS

     Nesses últimos dias não tenho andado muito bem. Filhos criados, casados, todos em suas casas. Tenho sentido um pouco de solidão. Olhei por várias vezes as fotografias na parede. Tudo me pareceu tão longe... Os tempos vividos, as emoções sentidas em cada sorriso infantil, em cada passeio. Tenho me perguntado: porque as pessoas casam e tem que ir para longe,  morar em outras casas?
    Qual o motivo de não se construir casas grandes, imensas e ficarem todos juntos? Vivendo as alegrias e o dia a dia,  grudadinhos?
     Também não sei por qual razão sinto isso. Talvez tenha herdado a depressão de minha mãe...Ou seja da idade, da saúde, da situação do país... Enfim pode ser tudo junto.
   É... O meu país não anda nada bem. Crise política! Após o impeachment da presidenta eleita,  que um grande grupo brasileiro chama de golpe, tudo virou às avessas! Temos até greve dos caminhoneiros! A gasolina subindo duas vezes por semana! Um caos! Estamos em 2018. Brasil é uma verdadeira icognita. Acredito que golpe mesmo quem levou foi o povo brasileiro!
     Mas...Eu estava falando era sobre mim. Então, faz um tempo que ando sentindo-me assim: melancólica, triste. Já não leio mais como antes. Nem faço minhas tarefas com animo e alegria; sobre mim se fez um torpor, uma vontade de não fazer nada alguma.  Talvez seja emocional, pois de vez em quando tenho pequenos conflitos familiares, mas quem não os tem? Gostaria de viver sempre em paz! Puxa! Isso não é possível? E os meus netos? Sinto falta deles! Quando estão aqui,  a casa tem mais vida ou eu não tenho tempo para pensar? Afinal estão sempre nos solicitando, interpelando, perguntando... Com os netos tudo é mais colorido, vivo!
       Bem, mas o que é isso mesmo que eu estou sentindo?


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 Bjokas no coração, volte outras vezes!
Maze Oliver

terça-feira, 1 de maio de 2018

O CASO DA GATA



A GATINHA MARIA

         Uma amiga de minha filha mora aqui  na cidade de Rio Branco, com parentes  de seu marido. Ela é uma menina muito sensível e bacana. Esses dias estava a sair de casa quando foi testemunha ocular de um atropelamento. Uma gatinha... e ainda por cima estava prenha. No acidente sua patinha foi quebrada. Compadecendo-se da gatinha sofredora resolveu levá-la. Seu marido se mostrou totalmente contra, pedindo-lhe que esquecesse a tal gata e fossem cuidar de suas vidas.Mas a moça não lhe deu ouvidos e levou a gatinha para casa. Foi uma briga danada entre os dois, mais no final ela venceu eo animalzinho foi cercado de todos os cuidados recebendo o nome de Maria e muito carinho.

 No dia seguinte, Maria precisou de outros cuidados, porque seus gatinhos morreram na barriga com o acidente e sua nova dona não sabia o que fazer. Então Raquel recorreu a uma prima de seu marido.

 - Raquel,tenho um amigo que é veterinário. Você pode falar com ele!  Disse a prima.
- Mas amiga, não tenho dinheiro para pagar. E meu marido não vai me dar esse dinheiro de jeito nenhum! Se você visse a briga que foi para eu ficar com essa gata. Quase derrubamos a casa! Rs...
- Vou falar com esse meu amigo. Ele é muito legal!

O médico prontamente atendeu ao pedido da amiga, dizendo-lhe:

– Ah, não tem problema! Pode trazer que eu resolvo e não vou cobrar meus serviços!

E assim foi feito! Raquel então acertou tudo e a deixou lá, para ser cirurgiada. Finalmente a gatinha seria salva! Já havia se apegado ao animalzinho. No outro dia, foi buscá-la, após o ato cirúrgico. Lá recebeu orientações do veterinário e já ia saindo muito animada quando a secretária chamou,  dizendo-lhe:

  - Moça,a cirurgia custa R$350,00 Reais!
    - Mas... Ele não me disse nada! E como vou fazer?... Não tenho dinheiro!
- Como a Sra.  irá fazer eu não sei. O que sei,é que terá que pagar!

Muito nervosa,imediatamente ligou para a prima de seu marido, que lhe acalmou dizendo:

 - Espera um pouco vou ligar para meu amigo!

Esperar... Rs... Bem não podia fazer outra coisa mesmo, senão esperar! Após alguns minutos a secretária do médico veio lhe chamar. Pensou então com seus botões:

 - Graças a Deus ele vai aliviar! Senão estou ferrada!
-Ele disse que o que pode fazer,  é  cobrar-lhe  somente os materiais que usou: anestesia, remédios  e curativos!
- E quanto é? Perguntou toda esperançosa.
- R$300,00.

Raquel quase caiu durinha! Puxa, mas é quase a mesma coisa!E agora? Em que encrenca fui me meter! Pensou:

- Só se eu pagar com um cheque sem fundos. É a única coisa que posso fazer. Quando eu tiver o dinheiro passo aqui para pegar o cheque.
 - Espera um pouco vou consulta-lo.
    -Tudo bem,está certo assim! O médico aceitou.
 - Ufa!

Raquel foi para casa a pensar.  - E agora como vou fazer se não trabalho? O Rafael jamais vai pagar essa conta. Chegou em casa triste e   cabisbaixa.
Seu marido percebeu e perguntou: - O que você tem? Tá tão triste!

-Nada, não tenho nada!

Passaram-se alguns dias e Raquel ainda não havia descoberto uma maneira de arranjar o dinheiro. Se pedir para alguma amiga, depois não terá como pagar o empréstimo. Estava matutando,quando sua sogra  a chamou. Foi ver o que era e para sua surpresa!

- Raquel aconteceu uma coisa muito chata!
- O que?
-O Pit Bull pegou a Maria!
- Não!!!!
 -Sim!!!!
 -E aí?...
-Tá lá,mortinha da Silva!
- Não acredito! ... Buá... Buá ...

 O pior de tudo para Raquel não foi enterrar a gata (aos prantos) mas,  atender ao telefonema da clínica veterinária ameaçando mandar seu nome para o SERASA.



 Bjokas no coração!
Maze Oliver





terça-feira, 20 de março de 2018

BIOGRAFIA DE MAZE OLIVER


BIOGRAFIA RESUMIDA



      Maze Oliver escritora, contista  e poetisa, nasceu no Estado do Acre. Formada em Orientação Educacional pela Faculdade de Pedagogia da Universidade Federal do Acre, com pós-graduação em Ensino Infantil e Fundamental. Foi presidente da Associação Acreana de Cinema e coordenadora do Centro de Comunicação e Formação da Diocese de Rio Branco. Por muitos anos exerceu a função de coordenadora pedagógica e de ensino em  escolas da rede municipal e  estadual de Rio Branco, onde junto com a  gestão, deu assessoria ao desenvolvimento de  projetos voltados à formação de pequenos leitores. Atualmente é membro fundadora e presidente da Associação Sociedade Literária Acreana entidade que tem como objetivo principal auxiliar jovens escritores.
     Iniciou seus registros escritos em 2011 na internet através deste blog pessoal que lhe oportunizou participar de uma Associação Internacional de Blogueiros de intensa atividade e também da Academia Nauta de Letras. O registro deste trabalho encontra-se no link abaixo,  neste blog:

 http://umpensamentovirtual.blogspot.com   

  Sua primeira obra impressa foi o livro de poemas DEVANEIOS publicado em 2015,  no Clube de Autores pela Editora Sanches.  Participou das antologias  Poetas no Divã e Diário das Almas Femininas ambas da Editora Sanches  e já possui outras obras publicadas: O conto infantil A Poção Mágica (2016). Pretende publicar o livro de poemas Paixões neste ano de 2018. Aguardem!


 Bjokas no coração!

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

A CORTE SOCIEDADE LITERÁRIA ACREANA



PARTE DOS INTEGRANTES DA CORTE SLA 

 CORTE SLA  

      Todos nós iremos morrer um dia. Mas nossas memórias podem ficar vivas para sempre, especialmente se escritas. Então, vou contar para vocês, usando a palavra escrita, sobre a memória da Corte SLA.

      No país, vivíamos tempos difíceis, uma política que dava medo. Não sabíamos em quem acreditar. Conhecíamos muitas pessoas desesperançosas, outras brigando por seus lugares, seus cargos, suas posições sociais. Denúncias, notícias de corrupção espalhava-se pelas redes sociais. O maior partido político do país em crise, seus líderes criticados, denunciados e contestados em praça pública.

     Rio Branco, nossa cidade, antes tão pacata, tornou-se violenta, perigosa. A vida social riobranquense noturna perdendo pouco a pouco sua liberdade de ir e vir. A insegurança, o medo tomou conta das ruas, dos becos e das vielas do centro urbano e das periferias. Nosso povo tão hospitaleiro, amigo, “dados” e “puxador” de conversa, agora se fecha em casa atrás de muros, cercas e teme sair à noite. Nosso clima também mudou. Nossas noites frias em que quando crianças dormíamos agasalhados com cobertores, tornou-se exageradamente quentes. Ventilador nenhum dava mais conta de tanto calor?!

       Como sobreviver a tantas mudanças?Frente a esse cenário, eu e um grupo de amigos escritores e artistas decidíamos que precisávamos sobreviver a esse caos! Em conversa, em julho de 2015, surgiu uma esperança, e ela estava em nossa arte, no nosso poder de criação, na nossa imaginação! O que pode nos proteger para que não sucumbamos à crise social e a insegurança em que vivíamos naquele instante e também agora.

      Foi quando inventamos a CORTE SLA. Uma espécie de fuga para o fantástico, para o imaginário, para o lúdico, para o satírico. Criamos para nós um poder fictício. De rir e brincar no caos. Surgiram assim, o rei, a rainha, a bruxa, o palhaço, as fadas, as bailarinas e os dançarinos para alegrar nossa vida, onde cantar, dançar, contar histórias e versalizar nossas dores, dúvidas, frustrações e principalmente potencializar nossa capacidade de fortalecer nossa arte, o que a partir de então passou a ser fonte de vida e de prazer, superando nossas tristezas e agonias. Nesse tempo já estávamos em novembro de 2015, acabava de nascer em Rio Branco, no Acre, a CORTE SLA, para viver além e aquém do seu tempo, misturando passado e presente, na expectativa de sermos felizes, mesmo nesse tempo difícil, nos enchendo de poderes que emanam da imaginação e da arte.

OUTRAS FOTOS DA SLA NO ARQUIVO FOTOGRÁFICO DO BLOG - À SUA DIREITA

 Maze Oliver
                                               

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