CRÔNICAS

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O Caso da gata!...rs...rs...

         Uma amiga de minha filha  mora aqui  na cidade de Rio Branco, com parentes  de seu marido. Ela é uma menina muito sensível e bacana. Esses dias estava  a sair de casa quando foi testemunha ocular de um atropelamento. Uma gatinha... e ainda por cima estava prenha. No acidente sua patinha foi quebrada. Compadecendo-se da gatinha sofredora resolveu levá-la. Seu marido se mostrou totalmente contra, pedindo-lhe que esquecesse a tal gata e fossem cuidar de suas vidas. Mas a moça não lhe deu ouvidos e levou a gatinha para casa. Foi uma briga danada entre os dois, mais no final ela venceu e  o animalzinho foi cercado de todos os cuidados recebendo o nome de Maria e muito carinho.

        No dia seguinte, Maria precisou de outros cuidados, porque seus gatinhos morreram na barriga com o acidente e sua nova dona não sabia o que fazer. Então recorreu a uma prima de seu marido.

       - Amiga,  tenho um amigo que é veterinário. Você pode falar com ele!  Disse a prima.
       - Mas amiga, não tenho dinheiro para pagar. E meu marido não vai me dar esse dinheiro de jeito nenhum! Se você visse a briga que foi para eu ficar com essa gata. Quase derrubamos a casa! Rs...
       - Vou falar com esse meu amigo. Ele é muito legal! 

O médico prontamente atendeu ao pedido da amiga, dizendo-lhe: 

 – Ah, não tem problema! Pode trazer que eu resolvo e não vou cobrar meus serviços!

       E assim foi feito! Ela então acertou tudo e a deixou lá, para ser cirurgiada. Finalmente a gatinha seria salva! Já havia se apegado ao animalzinho. No outro dia, foi buscá-la, após o ato cirúrgico. Lá recebeu orientações do veterinário e já ia saindo muito animada quando a secretária  chamou,  dizendo-lhe:

    - Moça,  a cirurgia custa R$350,00 Reais!
    - Mas... Ele não me disse nada! E como vou fazer?... Não tenho dinheiro!
    - Como a Sra.  irá fazer eu não sei. O que sei,  é que terá que pagar!

      Muito nervosa,  imediatamente ligou para a prima de seu marido, que lhe acalmou dizendo.

     - Espera um pouco vou ligar para meu amigo!

    Esperar... Rs... Bem não podia fazer outra coisa mesmo, senão esperar! Após alguns minutos a secretária do médico veio lhe chamar. Pensou então com seus botões:

     - Graças a Deus ele vai aliviar! Senão estou ferrada!
     - Ele disse que o que pode  fazer,  é lhe cobrar somente os materiais que usou: anestesia,  remédios  e curativos!
    - E quanto é? Perguntou toda esperançosa.
    - R$300,00.

     Quase caiu durinha! Puxa, mas é quase a mesma coisa! E agora? Em que encrenca fui me meter! Pensou.

    - Só se eu pagar com um cheque sem fundos. É a única coisa que posso fazer. Quando eu tiver o dinheiro passo aqui para pegar o cheque.
    - Espera um pouco vou consulta-lo.
    - Tudo bem,  está certo assim! O médico aceitou.
    - Ufa! 

    Foi para casa a pensar.  - E agora como vou fazer se não trabalho? O Rafa jamais vai  pagar essa conta. Chegou em casa triste e  cabisbaixa.
      Seu marido percebeu e perguntou: - O que você tem? Tá tão triste!

     - Nada, não tenho nada!

      Passaram-se alguns dias e  ainda não havia descoberto uma maneira de arranjar o dinheiro. Se pedir para alguma amiga, depois não terá como pagar o empréstimo. Estava matutando,  quando sua sogra  a chamou. Foi ver o que era e para sua surpresa!

      - Menina, aconteceu uma coisa muito chata!
      - O que?
      - O Pit Bull pegou a Maria!
     - Não!!!!...
     - Sim!!!!
     - E aí?...
     -Tá lá,  mortinha da Silva!
     - Não acredito! ... Buá... Buá ...

     O pior de tudo foi além de enterrar a gata (aos prantos) ainda ter que atender ao telefonema da clínica veterinária ameaçando mandar seu nome para o SERASA...kkk...


                                                                                      Bjokas no coração! Maze.


       O FURO DA CAPA

       Sabe quando chega à nossa casa aquele vendedor insistente,  que parece que está  à  perigo
(desesperado!)  e precisa vender seu produto,  custe o que custar? E pro seu azar,  você tem aqueles dois minutos de fraqueza,  compra  e  se arrepende depois? Vou te contar!

       Comprei uma capa de sofá lindérrima, o preço, os olhos da cara!  Para logo em seguida pensar: Onde estava eu com a cabeça?  Ou onde estava minha cabeça?  Ficara doida?!  Logo agora...  que precisava economizar para comprar meu carro novo! Sonho antigo que estava prestes a se realizar!
       Mas logo tive uma idéia fantástica! ( HIC... )  Vou devolver!

       Mas como  iria dizer isso para o rapaz, meu amigo,  tão simpático! Que sempre fora tão bacana comigo! Tá certo que ele insistiu muito, mas quem comprou fui eu,  em completa lucidez.
       É que já havia comprado outras coisas com ele. Sabe, ele é do tipo que não te cobra, deixa a teu critério o pagamento! Isso só piorava as coisas.

       E como mágica,  nesse momento a capa transformou-se: ficou feia, feia é pouco, ficou horrenda! Porque não dizer ridícula! Nem combinava com a cor da minha sala! Nem tampouco com meu tapete! Como é que não vi isso antes? Aquele camarada me hipnotizou. Tinha que arranjar uma forma de devolver esta droga de capa!
      É... o ser humano é assim mesmo...  logo racionaliza, num processo de ajustamento explicado pela psicologia  para justificar seu comportamento.

       Tenho que resolver este problema! Tirei-a do plástico de proteção, resolvi experimenta-la no sofá. Quem sabe ficaria pequena ou grande demais, pensei. Estaria então resolvido meu problema!
       Engano meu,  ficou ótima!
      Chamei minha filha e pedi ajuda. Foi então que ela disse num tom de espanto!

       - Mãe esta capa tá furada! Olha só!

       Dei um largo sorriso e perguntei:
       - Onde?
     Liguei para ele na mesma hora, enquanto estava com coragem! Em algumas horas ele estava na minha casa. É claro que eu já tinha uma razão e quando se tem uma razão,  se fala firme com segurança, então eu disse:

      - Meu amigo te chamei aqui pra te devolver a capa, não é que ela tem um furo!

     E ele:
     - É mesmo?!  E o pior que só tinha essa! Olha Mazé,  me desculpa, não sabia! Mas onde é o tal furo? É que nesse caso,  tenho que devolver para a fábrica sabe? Pra não ficar no preju.
       Para quem não sabe, ele quis dizer prejuizo!

      Comecei a procurar o furo da capa. Meu problema estava resolvido. Pensei: Tão fácil e eu me descabelando toda. Porém não achei furo nenhum. Revirei novamente e novamente, nada! O vendedor me olhava atônito. Eu  já via um sorrisinho maroto em seu rosto e até podia ler no semblante irônico. "Essa dona tá me fazendo de besta!"
      Eu que sempre fui muito honesta,  já fui logo me desculpando:
      - Mas estava aqui,  eu vi! JURO!

      E ele pra me sacanear:
     -  Não estou vendo furo nenhum!
     Pedi socorro. Chamei minha filha. Vistoriou todo o tecido. Olhou pelo avesso e também não achou nada!
     - Não é possível, estava aqui, nós vimos! disse ela.

     O vendedor estava de braços cruzados e olhava bem no fundo dos nossos olhos. Aquilo me aborreceu profundamente. Poxa, eu estava falando a verdade. Eu o vi! O furo estava ali,  em algum lugar! Naquele momento,  perdi as estribeiras e disse:

     Olha meu amigo,  com furo ou sem furo você vai levar esta capa de volta,  porque eu não a quero mais!
      E ele, para minha surpresa:
      - Tá bom,  porque não disse logo! Mês que vem volto aqui,  pra mostrar mais novidades.
     
      Depois dessa,  ao ouvir a voz de  um vendedor na minha campainha vou dizer: A Maze?!  Não está. Viajou, só volta ano que vem! KKKKKKKKK!...

       O pior foi aguentar meus filhos contando isso para a família inteira! Foi a maior gozação!

Bjokas no coração!

O CASO DO DELEGADO

 Por Maze Oliver


 Minha tia me procurou dia desses. Estava desesperada porque haviam roubado sua casa. De dia! Acreditem! Como ela é uma pessoa que só tem a nós SOBRINHAS como família, é muito carente, já que não teve filhos. E numa hora dessas então!
      Escutei toda a história por várias vezes. Sempre que alguém interrompia a conversa, ela começava tudo de novo! -  Tia a senhora já me contou essa parte...
     - Já fui na delegacia para dar parte.
     ( Dar parte é registrar a ocorrência).
     - E aí? -Perguntei.
     - Nada! Nem consegui falar com o delegado. Os atendentes na maior dificuldade. Levei um chá de cadeira. Tinha um lá que ... blá...blá...blá...

     Depois desse dia passei um tempão sem ligar pra ela,  com medo de ouvir toda aquela história de novo. Sabia que ia render. É que conhecendo minha tia como eu conheço, já sabia que essa história ir gerar muitos capítulos.

     O difícil mesmo não é ouvir suas histórias, é ouvir todos os  mínimos,  dos mínimos  detalhes,  na maior meticulosidade e por várias vezes.

    Dias depois ela não aguentou. Me ligou.  Fiquei com os ouvidos já  em fogo, quando ouvi aquele lento e educadíssimo:
   -  Boa taaarde!
     Pensei. Boooa tarde!...  Ela está de brincadeira.  Ai meus ouvidos! Mas vamos lá, sobrinha é para essas coisas mesmo!
   - E aí tia?
   -  Minha filha tenho novidades: -  Consegui dar parte do roubo!
     E daí?!

   - Consegui até conversar com o delegado. Ele é gente fina filha, disse que ia  fazer tudo para pegar o ladrão! Também contei toda minha vida pra ele.  (He...He... pensei,  ele também tá ferrado!)

   -  Ele ficou  foi com dó de mim. Também você sabe, o ladrão levou todo o meu ganha pão!

    Senti minha tia já muito segura! O que ele roubou tia?
   
  - Todas as roupas que tinha pego pra vender. Quase cinco mil reais!  Pior, é que o dono das roupas está me cobrando. Disse que não quer nem saber, quer o dinheiro custe o que custar!

    -  Amanhã vou na delegacia de novo! O delegado pediu  para eu ir ver uma mercadoria apreendida,  para ver se é a minha.

    - Poxa tia, tomara que seja a sua. AMANHÃ A SRA. ME LIGA, TÁ BOM?

    Pra que eu disse isso? Às vezes a gente pensando em resolver as coisas o mais rápido possível, perde a capacidade de prever o futuro. Agora eu estou ferrada! Preparasse os meus ouvidos!

    Uma semana depois...
    - Boa taaarde!

     (mau tarde...) Oi tia?!
    - Minha filha,  hoje o delegado me recebeu. Sabe, já ficou meu amigo! Pediu para eu ir ver um preso em uma outra delegacia e  pegar minhas coisas. Blá blá blá...Blá...

    -  E aí tia, finalmente recebeu suas coisas de volta, hein?!

    - Que nada minha filha, quando cheguei lá o preso era outro, o delegado chato de lá, me disse que o cabra já estava preso muito antes do roubo da minha casa acontecer! Foi um engano! Sabe que dia que ele foi preso?...

    - E agora tia vai desistir?

   -  Não filha, falei ao meu delegado ( Hi, o delegado agora já era dela, vixe!)  que não desisto. Aquele outro roubo dos perfumes, entrou pelo buraco do rato, mas com esse isso não vai acontecer! Não desisto nem que a vaca tussa! Principalmente que agora fiz amizade com esse delegado, esse ladrão está é ferrado! Blá blá blá...

   Passaram-se alguns dias. Achei que a tia já havia resolvido tudo com o delegado "dela". O telefone toca. Fiquei olhando para ele e ele para mim. Atendia ou não?! E se for a tia?... E se não for?... É que estava  sem tempo...Tinha que terminar um material para o meu trabalho!

   - Alô???
   - Boa taaarde!
    Precisa dizer quem era??!!!  Precisa?!!

   - Oiii tiiia!

   - Filha , tenho uma péssima coisa pra lhe contar!
   - Que foi mulher?!
   - Sabe o meu amigo delegado?!

   - Sim tiiia!.
   - Foi preso!

   - Haaã!...  Por quê?!...

   - Estava envolvido aí numa confusão! Ainda não sei direito. Buá....Buá...

Pensei com meus botões: -  É não se fazem mais delegados como antigamente!... Coitada da minha tia! Ela é assim, mas eu gosto demais dela! Minha mãe até tem ciúmes!
(Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência).

KKKKKK! ESSA POLÍCIA!... TEM QUE RIR PRA NÃO CHORAR!



O AMOR É LINDO...OPA!

Por  Maze Oliver

         
          Essa eu vivi dentro de  um ônibus no Rio de Janeiro. Vou escrever o que consigo lembrar. Estava indo de São Gonçalo para a cidade do Rio. Eu, minha sobrinha e nossas mochilas. É... acreditem ou não, no Rio eu virei mochileira.  Íamos muito animadas à uma feira e  apesar do calor fervente que fazia,  pensávamos em rodar um pouco pela cidade, fazer algumas compras e  depois parar em algum cafezinho no final da tarde, antes de voltar para casa. 

        Entramos no ônibus,  como a viagem ia ser longa sentamos lá no final. Eu mais à frente e minha sobrinha atrás, no meio da  última fila. Ia eu na janela olhando a cidade, muito curiosa por conhecer, como todo turista. Ainda deu tempo de ver um prédio branquinho escrito, "ESPAÇO RESERVADO PARA PICHADOR AMADOR". Comecei a rir baixinho, quando de repente,  alguém atrás de mim falava ao telefone. Uma voz meio de mulher,  só que rouca ou  grossa, não sei, estranha!

        Mas o que me chamou atenção mesmo, foi o conteúdo da fala:

        - Você sabe que gosto muito de você. É faz muito tempo... Mas eu não te esqueci. Penso em você todos os dias. Não acredita?!  Poxa  Vilma, é verdade! Não consegui te esquecer! Já tive outras namoradas é verdade, mas você foi muito especial para mim...

        - Oi, fala mais alto, não tô te ouvindo direito, eu tô no ônibus! Tô indo pro Rio.

        A essa altura, imaginei: É homem, apesar da voz esquisita! E me parece um caso de amor. Já não prestava atenção na cidade, o rapaz falava um pouco alto e percebi que outras pessoas também já haviam se ligado na conversa. Ele continuou:

         - Quando volto do Rio? Ainda não sei. Mas quando voltar vou te fazer uma surpresa! Vou aí na tua casa! Não acredita? Pois pode acreditar! Já faz muito tempo o nosso encontro? E daí? Para mim foi muito especial, não consigo te esquecer! Eu já  tentei!  Mas não consigo! O que você quer que eu faça! A gente não manda nos sentimentos! É mais forte do que eu. Eu acho você linda! Meiga! Maravilhosa! Adoro conversar com você! Para mim você é uma fada!

        Eu me contorcia na cadeira estava com vontade de me virar para olhar quem estava ao telefone. Mas não o fiz! Olhei para minha sobrinha. Ela deu um sorrisinho com o canto da boca e não deixei de conter o riso alto. Todas as pessoas à nossa volta se entreolhavam! Percebi que todos estavam atentos a conversa do moço. Que mico! Pensei. E ele continuou:

        -  Eu não vou ter coragem de ir à sua casa? Quem disse? Vou sim! Na hora! Ah, Não posso ir?! Pode deixar!  Não se preocupe! Não vou dar bandeira nenhuma! Vou chegar de mansinho, sorrateiro... no segredo.

        Pensei com meus botões: Um amor impossível, ela deve ser casada! Ele falava alto,  nem se importava com o clima do  ônibus,  no maior silêncio! Todos a ouvi-lo. A essas  horas,  as pessoas mais próximas  já se olhavam, interagindo-se com sorrisinhos maliciosos. Uma, das duas mulheres que estavam ao lado de minha sobrinha, arriscou uma intromissão:

        - Cara,  já faz muito tempo! Ela já deve ter outro! Esqueçe dela!  E sorriu zombando dele, parecendo conhecê-lo.

        E ele:

         - Minha amiga aqui do ônibus tá falando que você já deve ter outro amor! É?... Tem?!
         - Mas eu te reconquisto, vamos se encontrar, tomar um sorvete! Passear de mãos dadas, depois dar uma esticadinha? Que tal? É?...
         - Casar?! Não,  casar não! Eu já prometi a mim mesmo:  nunca mais ponho alguém pra morar comigo! Não,  foi muito dolorida aquela experiência.  É?... Ah tá... Mas pode ser uma coisa legal! Com compromisso,  mas sem casamento.
          - Como vai aquela sua amiga, a Zenaide? Casou? Mas ela tá bem?!

          Arrisquei olhar para o trajeto e já estávamos na ponte Rio Niterói. Poxa,  nem vi o tempo passar! Também com aquela novela ao vivo,  bem alí atrás de mim! Aproveitei para dar uma viradinha rápida e olhar para a cara dele, pois já o via na minha imaginação: Um bonitão,  de torax avantajado!  Não consegui ver direito, mas o pouco que vi, não gostei. Um cara de olhos esquisitos,  meio que esbugalhados. Pensei: Mas o que importa, se ele a ama tanto! Os feios também se apaixonam! Não é mesmo?  E o apaixonado rapaz continuou:

             - Poxa Vilma, não é possível que você não acredita em mim! Eu tô falando a verdade! Assim você me deixa muito aborrecido! Eu aqui há quase duas horas falando pra você dos meus sentimentos e você só  duvidando, ora! Olha,  vou passar o telefone pra minha amiga aqui do meu lado,  ela é testemunha que eu vivo falando em você poxa!

          
Minha dúvida se dissipou,  pois o apaixonado tinha uma testemunha! Ao passar o telefone para sua amiga, ouvimos, não tão alto quanto ele falava, mas ouvimos:

             -  E aí Vilma, tudo bom? Olha é verdade!  Esse cara só fala em você menina, é uma coisa de louco! Quando vou ver você de novo? Vai estar no desfile de carnaval? Qual  escola?!  Quem sabe  a gente se vê por lá, ok? Tchau. Vou passar pra ele.

           Pronto, quem ainda tinha dúvidas. Não tinha mais! ... Ah, o amor é lindo!
         
             -  Viu, acredita em mim agora?! Minha flor,  meus amigos me perguntam: O que você viu nessa mulher ?!  Hã?  Que eu posso fazer?!  É mais forte do que eu!  Hã, o quê?!  Já tentei te esquecer...  já casei, viajei, me aventurei por aí e nada... não passou. Então,  agora quero ir até o fim! O que você disse?! Ah, você já tá fervendo!  Continuou baixando mais a voz.
            - Eu sei!  Você é muito quente! Por isso não consegui te esquecer! NÃO TÁ OUVINDO DIREITO?!  Estou dentro do ônibus,  não posso falar muito alto!

              Apesar dele ter baixado a voz,  eu continuava a ouvi-lo,  pois estava a sua frente. Porém ele aumentou a voz:

               - Quem está paquerando você?!  Hã? Quem? Vocês sairam?! Não?! Me responde,  vocês sairam?! Fala Vilma, vocês se encontraram?!
               
               Chegamos ao Rio de janeiro, será que daria tempo ouvir o final  a história?!

                - Me responde Vilma, você saiu com ele?!  Saiu! Ah, não acredito! E você gostou?! Fala Vilma, você gostou?! gostou ou não?!
    
               O ônibus parou, algumas pessoas começaram a descer, o rapaz continuava. Eu já estava contendo o riso e aguardando a resposta, nossa parada era a próxima. De repente,  ele levantou num supapo e enquanto falava, se dirigia para descer:

                - Sua vadia, sua cachorra! Eu aqui me derretendo todo,  dizendo que gosto de você e você me vem com essa! Que adorou sair com esse vagabundo! Ora vá se danar! Vá se ferrar! Vá se lascar...

O moço que falava ao telefone,  desceu. No ônibus, todos  desabaram  a rir. E eu também! Um moço que ia na minha frente, comentou:
                
                 - Esses travecos, vai ver não tinha ninguém do outro lado da linha!  Fez isso para aparecer! 

                  Perguntei a minha sobrinha: Era um travesti?! E ela:

                 - Não. Acho que era uma mulher!

                 Disparei a rir novamente e falei : O amor é lindo mas... acabou tão rápido!

                

Bjocas no coração!