terça-feira, 15 de setembro de 2009

SER MÃE NÃO É SER MÁRTIR

SER MÃE NÃO É SER MÁRTIR!
Esse texto é de minha filha, que é socióloga (Mara Rúbia). Concordo em gênero, número e grau com ele que diz que a mulher não precisa morrer só porque é mãe. Toda mulher tem direito à sua vida, desenvolver seus talentos, ter lazer e ser feliz. Basta conciliar seus afazeres com a responsável tarefa de ser mãe.

"Quem foi que disse que a mulher tem que “morrer” só porque teve um filho? Isso não está escrito em nenhum livro, seja ele científico ou teórico, porém, mesmo assim, muitas mães passam a “morrer” para a vida após o nascimento dos filhos, renunciando a tudo que conquistou até o momento, nenhuma pessoa quer carregar nas costas esta culpa, você quer? Será que você conseguiria cuidar da sua carreira, do seu marido, filhos, enfim seguir a sua vida e deixar para trás aquela pessoa que além de ser a responsável pela sua existência abriu mão de toda a vida para se entregar apenas a responsabilidade de criar você? Acho que você iria no mínimo sentir-se culpado, e talvez passasse a vida inteira tentando encontrar uma forma de minimizar sua culpa, o que você acha?
Ser mãe é sim, amar o filho imensamente, e está disposta a fazer até mesmo o impossível pela sua felicidade, ser mãe é aprender a dividir a vida entre os filhos, carreira, estudos, marido ou as atividades do lar, sempre deixando o amor materno em evidência, ser mãe é querer proteger o filho sem super-proteção e amá-lo sem sufocá-lo é querer que o filho se torne uma pessoa independente e segura, que saiba que tem uma mãe que o ama e que pode contar com ela sempre que precisar, e as mulheres podem fazer isso, sem precisar abrir de si mesma, sem se fechar no mundo do filho, porque quando isso ocorre sem que a mulher realmente deseje, ela passa a vida inteira frustrada, muitas vezes a mulher sente-se obrigada pelo marido pelos parentes ou pela sociedade que lhe cobra a todo o momento, com perguntas e indagações sobre a criação da criança, como se ela deixasse de ser mãe porque não abriu mão dos seus valores, muitas mulheres inventam mil desculpas para continuar cuidando de sua vida própria, sem querer dizer que o faz simplesmente porque tem vontade, por medo de ser condenada pela sociedade, quando a mulher não consegue vencer esta dificuldade e acaba se deixando levar, ela inconscientemente responsabiliza o filho por isso, ou culpa o marido fazendo desmoronar muitos relacionamentos sólidos, porque o homem não faz o mesmo, e quando o filho cresce acha que também tem a obrigação de fazer o mesmo pela mãe, que é capaz de desmoronar quando o filho resolve estudar fora, casar-se ou até mesmo morar sozinho, passa a vida suplicando atenção, seja com inúmeros telefonemas, visitas, cobranças e lamentações.
Veja bem não estou querendo dizer que a mulher não deva largar o emprego ou os estudos, ou qualquer outra atividade para criar o filho, ela deve fazer isso sim! Mas por vontade própria e consciente, e nunca por imposição de quaisquer que seja, principalmente pelo medo de ser apontada, a discussão aqui trata daquela tomada de decisão inconsciente, forçada, que faz imensamente mal tanto para a mãe quanto para o filho.
A maternidade é algo que vem para realçar a vida é um momento mágico que só a natureza explica, em momento algum deve ser sinal de renuncia, prisão ou “morte”, e sim do mais puro e perfeito dos sentimentos o amor.
Mara Rúbia, 10 de Setembro de 2009.

Um comentário:

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