terça-feira, 29 de novembro de 2011

LEITURA E ESCRITA, INSTRUMENTO DE CIDADANIA!

          Final de ano,  hora de avaliar  os resultados e refletir!

         O processo de aquisição da leitura e da escrita  na escola se constitui como importante instrumento de acesso à cidadania das crianças da periferia. Muitas vezes,  a única oportunidade de transposição de classe social.

         A experiência nos confere afirmar  que as crianças mais pobres enfrentam mais dificuldades para o aprendizado da leitura e da escrita na escola. Um dos motivos é a falta de acesso ao mundo letrado que  atrasa o processo de alfabetização da criança. Quem chega com mais experiência,  sai na frente!   Os pais trabalham o dia inteiro ou não possuem a cultura da leitura. As famílias além de não terem  o hábito de ler, não dispõem de livros, revistas, jornais  ou outras fontes de leitura. Muitas vezes a  fonte privilegiada de informação é a televisão, com contéudo não selecionado,  que atrapalha mais do  que ajuda na educação das crianças. Assim sendo, a escola acaba por ser  a oportunidade real de contato com um dos códigos de comunicação,   a leitura e a escrita,  importante aquisição para o exercício da cidadania na vida adulta.  Pois instrumentalizadas, pelo código escrito, poderão participar de forma ativa da vida política, social e cultural de sua comunidade, cidade ou país. 
Alunos do Ensino Fundamental do Acre
      
         Porém,  decifrar  o código somente,  não basta,  precisamos ensinar a  ler as entrelinhas,  o conteúdo que muitas vezes se encontra oculto nos textos. Uma simples histórinha ensina muitas vezes de forma não evidente,  valores, princípios ou conceitos antiquados, carregados de preconceitos.  A escola precisa estar atenta ao que está lendo para suas crianças. Histórias, músicas e  poemas   precisam ser analisados antes de irem para as rotinas didáticas, se é que queremos fazer uma educação diferente. Se não puder trocar,  pode-se fazer a discussão crítica dos textos, com os alunos.


        Uma boa aquisição da leitura e da escrita pode mudar a vida de uma criança. Gostar de ler e de escrever pode ser um refúgio ou uma forma de conhecer o mundo,  sem  mesmo sair da pobreza em que vivem. O mundo fantástico dos gêneros textuais, através  das histórias, lendas, contos e informações variadas  enfeitarão a vida dessas crianças. Darão ânimo, fantasia e  entusiamo,  com muitos momentos inesquecíveis de felicidade.  Podendo se constituir no futuro,  um dos  meios de melhorar a qualidade de vida  desses alunos,  através da ascensão social, de uma  forma muito digna.


       Mas,  para que isso se efetue na prática, nós educadores precisamos estudar mais, encontrar novas formas e caminhos para fazer as crianças gostarem de aprender. Evitar as formas mecânicas de ensinar, dar um sentido afetivo a leitura e a escrita na escola. É necessário embarcar na fantasia das crianças. "Pertencer" a esse mundo infantil, "ser criança",  junto com elas, por algumas horas do dia. Desprender-se um pouco da hierarquia de professor.    

    E como os pais são nossos parceiros no  processo educativo,  precisamos convida-los a participar.  Tenho dito a eles: leiam essas  histórias para seus filhos; perguntem como foi o dia  na escola; brinquem de escola com eles; peçam que sejam seu professor por alguns minutos; tirem pelo menos meia ou uma hora diária  para isso. Você não estará perdendo tempo,  mas ajudando seu filho para a vida toda com esse gesto.  Devemos ajudar os pais a compreenderem sua importante tarefa nessa jornada. Mais para isso,  é importante também o professor gostar de ler,  para poder incentivar os pais e os seus alunos nas atividades da escola. Fácil?!... Não, para a escola pública da periferia é um grande desafio!

As crianças agradecem!


     No entanto,  se nos esforçarmos, saberemos que nossas vidas  não foram em vão, que viemos aqui contribuir para um mundo melhor e mais justo.




                                                                                       Bjokas no coração!

      
     

6 comentários:

  1. Concordo com as evidências...Porque o são:)

    Mas mesmo assim...hoje há mais facilidade de acesso a cultura/leitura...verdade que é difícil pensar em ler quando se tem fome...mas comida a mais parece que também provoca aversão aos livros...

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  2. M. Na minha opinião, o que provoca aversão nas outras classes não é comida a mais, e sim a falta de entusiasmo dos pais. Quando isso acontece, geralmente é porquê mesmo ricos, os pais estão mais preocupados com suas vidas, suas empresas, seus eventos e as crianças ficam também por conta das escolas e professores. O que importa na verdade, é o relacionamento vivo da família com a escola e valor que ela dar a leitura e a escrita. Um abraço!

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  3. Concordo com as suas opiniões.
    Penso que o hábito de leitura tem que ser inculcado no seio da família.
    No caso de famílias carenciadas, que muitas vezes mal têm o que comer, não podemos exigir que o façam. Nesse caso cabe à escola (aos educadores)criar nas crianças o gosto pela leitura.

    Passarei por cá sempre que tiver um tempinho livre.
    Entretanto, desejo tudo de bom.
    Até sempre e beijinhos

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  4. Olá.

    Há nas palavras
    que ensinam,
    o maravilhoso
    sentimento
    da esperança...


    Alegrias plenas
    para ti,
    e para o mundo.

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  5. Eu comecei a ler desde bem pequenininha por causa da minha mãe. Ela conta que eu tinha mania de sair lendo td q via pela frente na rua...rsrsrs. Bj e fk c Deus.

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  6. Carinhosamente venho deixar um carinho para ti nessa semana que antecede o Natal .
    Uma semana de paz e luz .
    Um Feliz Natal para você familiares e amigos.
    Beijos..Evanir
    Que nossa amizade perdure no decorrer de todos os anos seguitens.

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